Arquivo | dezembro, 2010

Sonho e Realidade

31 dez

Discuto com três pessoas a respeito da sociedade em que vivemos. Sobre a ignorância, a falta de respeito, a alienação. O que você vê todos os dias, mas não para pra pensar. Sinto vontade de tomar a discussão em minhas mãos, ser o foco da atenção do diálogo:
– Vivemos em uma sociedade que vomita informações para as pessoas e estas são obrigadas a engoli-las, afirmo.
As outras três pessoas parecem não concordar. Sinto-me nervoso. Começo a tremer. O coração parece querer sair pela boca e os sentimentos transbordam como um turbilhão em meu peito.

Cobertas no chão, janela aberta e o vento frio adentra em meu quarto. O relógio marca quatorze horas e vinte e seis minutos. Tudo aquilo não passava de um sonho. A preguiça vem à tona e me sinto preso no quarto. Diante do frio, da chuva e da voz do vento ecoando afora da janela, os cobertores parecem me chamar para mais uma viagem a um mundo paralelo.

Dentro do ônibus, contemplo a paisagem corriqueira dos lugares por onde passo. Pessoas fugindo da chuva, árvores em movimentos bruscos, carros quase jorrando água nas pessoas. O local onde me encontro está abafado. Vidros fechados, várias pessoas respirando e pouco ar sobrando. Parecem fazer isso de propósito só para me sufocar.
A alguns bancos atrás de mim, uma mulher aparentemente jovem e loira se olha no espelho. Foca nos olhos borrados de lápis azul claro. Horrível.

Mesmo com fones de ouvido com a música em volume alto, tive a impressão de escutar uma discussão. Ao meu lado direito, no banco duplo estava sentado um garoto com cerca de dezessete anos e ao seu lado outro com cerca de dez. Uma mulher que estava em pé próxima a eles aparentava ter trinta e cinco anos e ao seu lado uma senhora com uns sessenta e cinco. Apenas observei e decidi abaixar o aparelho para o volume mediano. A mulher de trinta e cinco anos exclamou:
– Ô cobradora, manda esses muleques saírem daqui para dar lugar para essa senhora.
Inclinei a cabeça e vi a cobradora fazer uma cara de compreensão, porém não falou nada.
– Não vou sair daqui não porra, bradou o garoto de dezessete anos cruzando os braços sobre o peito como se fosse uma forma de defesa.
– Porque vocês não sejam educados e dêem lugar pra essa senhora? Olha a idade dela e olha a de vocês, insistiu a mulher.
Após dizer isso, um terceiro de uns seis anos se aproximou e sentou-se no meio do banco. Parecia fazer isso de propósito. Talvez fosse.
A mulher irritou-se ainda mais.
– Não é a toa que o Brasil não vai pra frente com jovens como vocês.
Nesse momento o ônibus chegava ao ponto principal da cidade. A senhora desceu pela porta central do ônibus sem ao menos dizer uma palavra.
– Cala a boca e cuida da sua vida, morfética – exclamou o garoto de seis anos.
Fiquei abismado com a reação do garoto. Pequeno em tamanho, mas grande em vocabulário chulo e ofensivo.
– Não me mande calar a boca ein, se não eu chamo o guarda da praça pra dar um jeito em vocês, ameaçou a mulher.

Ela desceu após dizer isso. A porta central se fechou e risos de deboche e expressões maliciosas surgiam na face daqueles garotos.
– Não custava nada ela falar pra velha se sentar em outro lugar. Tinha que ser logo aqui? Mulher mais filha da puta essa daí né? – mais uma vez exclamava o de seis anos.
Os outros dois concordaram e o de dezessete afirmou:
– Eu não sairia daqui nem fudendo, ela que tentasse me pegar a força e ela ia ver só.

Levanto-me e espero meu destino chegar. Na porta ao fundo do ônibus, observo de longe aqueles três garotos. Meu tímpano estava razoavelmente estourado com o som do aparelho já em volume alto.
O ônibus chega ao local e as portas se abrem. Começo a caminhar.

Por um momento pensei que estivesse sonhando, porém acabei concluindo que estava acordado. E muito bem acordado por sinal.

Aliás, meus tímpanos já estavam estourados.
Estourados com aquelas palavras com sonoridade agressiva proferidas contra a mulher e indiretamente contra a idosa.

Parafraseando Renato Russo: “Que país é esse?”
A resposta para essa pergunta está invisível aos nossos olhos. Não conseguimos encontrá-la.
Quem sabe um dia a encontremos.

Quem sabe.

PS: Ultimo post do ano de 2010, haha. Só tenho que agradecer a quem acompanha o meu blog. Já recebi elogios e críticas a respeito e espero que aqueles que são leitores assíduos ou mesmo aqueles que dão uma olhada de vez em quando, continuem me acompanhando e sempre criticando os textos pelos comentários, por messenger, por orkut ou sei lá o que. Só tenho que agradecer mesmo, porque é através das críticas que meus textos mudaram de tempos para cá, haha.
Boas festas, leitores camaradas.

R.K.T

 

 

 

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Papai Noel, Pedidos e Falso Teatro

25 dez

Maria Vitória com apenas quatro anos, perdeu os pais durante uma viagem de férias ao Caribe. Acidente no mar. Ela havia ficado no hotel sob os cuidados da babá enquanto os pais passeavam de lancha. Ou seja, já sabia o que era a morte desde pequenina. Ficou sob os cuidados da avó Maria Madalena até seus oito anos, com que possuiu até então um laço afetivo muito forte. Depois disso passou a ser criada pelos tios mais próximos da família.
Ela manteve até aos dezoito anos, anotações e desenhos em alguns cadernos desde o incidente dos pais. Porém, com o cotidiano corriqueiro acabou deixando as coisas de garota de lado.
Atualmente tem vinte e nove anos, trabalha, é formada e está casada. Por mero acaso, hoje é dia de Natal. O dia que marcou sua vida para toda a eternidade. Os cadernos estavam guardados no sótão de sua casa e acabou os encontrando quando procurava objetos que tinha desde criança.
Maria Vitória é uma pessoa extremamente apegada ao passado, principalmente quando se trata de algo relacionado à sua avó Maria Madalena.
Curiosa, queria reler a anotação do dia vinte e cinco de dezembro de alguns anos atrás.

Francisco é casado com Ana Madalena, ambos de idade beirando os sessenta e cinco anos. Moram em uma casa de quatro cômodos em um bairro de classe baixa da cidade de São Paulo. Ana Madalena trabalha como costureira enquanto Francisco trabalha como pedreiro. Ele passa grande parte do dia fora de casa e Ana Madalena é obrigada a ficar dentro da residência devido às circunstâncias do trabalho. As horas parecem não passar, os ponteiros do relógio ecoam nos ouvidos de Madalena e os tecidos não acabam.
Às vezes ela se sente cansada e pensa em parar com as coisas. As tarefas domésticas e o serviço exaustivo com pouca rentabilidade a desanima. Os vizinhos auxiliam a pobre senhora em determinadas tarefas como o lavar a calçada e a varrer o pequeno quintal. Porém, às vezes acaba abusando da teimosia e realiza os serviços domésticos pesados.

O Natal está chegando e as ruas começam a se enfeitar aos poucos. Apesar de precários decorativos, as pessoas tentam ao máximo deixar suas casas luminosas e cheias de alegria. Luzes piscantes, objetos com formatos tradicionais, árvores decoradas com a ajuda recíproca da vizinhança deixam o bairro pobre com o espírito natalino radiante.

O mês de dezembro é o único que Francisco muda de serviço. O mês inteiro ele trabalha como Papai Noel em um shopping no centro da cidade. Com os cabelos brancos e uma barriga levemente arredondada, é o perfil ideal para incorporar a personagem do bom velhinho. E durante todo esse tempo, Madalena continua sozinha em sua casa com os afazeres domésticos.

Faltando poucos dias para a chegada do dia vinte e cinco, a vizinhança começa a ficar eufórica. Os decorativos parecem não acabar e o motivo de festa se espalha por todos os locais do bairro. Francisco e Madalena não são exceção e por serem pessoas de idade a vizinhança sempre os convida para comemorar durante o dia, pois o expediente de Francisco começa às seis da tarde e se estende até as onze da noite.
No shopping, lojas enfeitadas com inúmeras cestas personalizadas encantam as crianças e os adultos. Pelo ambiente e expressão das pessoas, a paz, a alegria e a saúde realmente estão presentes em suas vidas. Ou quase.
Presépios expostos mostram o esquecido significado da data comemorativa.
– Quero uma Ferrari, uma mansão e muito dinheiro Papai Noel, afirma um.
– Quero uma casa de bonecas, maquiagens e um celular igual da minha mãe. Você me dá todos eles Papai Noel? Pergunta uma menina.
Pedidos e mais pedidos com uma pequena esperança nos olhos das crianças deixam Francisco com o coração mole. E não se cansa de repetir:
– Você foi uma boa criança durante o ano na escolinha e com seus pais? Tem que obedecer todo mundo e daí sim você vai ganhar os presentes, ouviu?

No dia vinte e três, ao voltar de seu trabalho no meio da madrugada, dentro do ônibus Francisco sente uma leve pontada na cabeça. Seus olhos parecem querer saltar das órbitas e seu peito parece afundar. “Talvez seja o cansaço do trabalho”, pensa. O trajeto de ida e volta sempre dura cerca de cinqüenta minutos quando não há congestionamento. O que é raro.
Faltando duas quadras para chegar até sua casa, ele percebe uma estranha movimentação. Sirenes vermelhas, uma multidão em volta de carros de grande porte e pessoas curiosas em volta de uma casa. Era a casa dele.
Ao aproximar-se, algumas pessoas tentam barrar Francisco de chegar até seu lar. Ele escuta pessoas chorando e outras cochichando. “Que diabos está acontecendo?”, pensa. Aqueles braços infinitos tentando puxar seu corpo contra sua vontade o irrita. Está nervoso, curioso. Com medo. Medo.

Depara-se com uma grande ambulância frente à sua casa. As portas traseiras do veículo estão escancaradas e ele vê um pezinho gasto pelo tempo. O pé miúdo de sua amada. Sim, aqueles pequenos enrugados, mas sempre cuidados e calçados com uma sandália marrom. Percebe lágrimas querendo transbordar de seus olhos. Se sente desesperado e diante de tudo aquilo corre até onde ela está.
– Ela sofreu uma parada cardiorrespiratória durante uma comemoração do bairro – explica o enfermeiro – e será levada para o hospital mais próximo.
– Vou acompanhá-la, decidiu com lágrimas escorrendo em seu rosto.

Sentado sozinho naquela imensidão branca do hospital, acaba mergulhando em reflexões profundas sobre o ocorrido. “Talvez tenha sido o excesso de trabalho de casa que acabei deixando pra ela todos os dias”, culpa a si mesmo. As gotas invisíveis que haviam secado por algumas horas começam a cair em sua roupa novamente. Desmancha-se em prantos. A culpa o atormenta fortemente.

Cerca de duas horas depois de sua chegada no hospital, vê um ser da mesma espécie que a sua vestido de branco. Tão branco que parecia se fundir com as paredes do corredor. Tinha os cabelos negros levemente penteados para o lado direito. Usava um óculos que combinava com o rosto fino e de pele lisa.
Com uma expressão séria e totalmente fria, o médico afirma:
– Não conseguimos reanimá-la senhor Francisco, eu sinto muito.
Direto.
Direto como uma flecha entrando em seu peito, acionando o mecanismo de água acumulada em seu corpo fazendo-a transbordar pelas pálpebras de seus olhos. A vontade de viver quase desapareceu naquele momento. O quase que permaneceu questionável diante de tudo.

No dia vinte e quatro, após o enterro, Francisco trancafiou-se em sua casa. Não queria receber visitas de ninguém. Nem família, nem amigos. Queria apenas Madalena.
O ambiente natalino já não pairava sobre aquela residência nem naquele bairro. As luzes piscantes e todas aquelas parafernálias natalinas pareciam ter perdido suas cores. Francisco estava praticamente mergulhado em um mundo monocromático.
Não iria trabalhar naquele dia, decidiu. Nem aquele dia, nem nunca mais. Queria ser engolido pelo mundo e pelo tempo em sua casa, em seu quarto. Os objetos pessoais e as roupas que Madalena mais gostava faziam o pobre senhor se desmanchar sobre o lençol da cama. O lençol que ainda continha o cheiro levemente adocicado de sua amada.
Ao anoitecer, sentiu medo. “Neste exato momento, a menos de vinte e quatro horas atrás meu mundo era totalmente diferente do que é agora” pensa.

Na madrugada do mesmo dia, Francisco recebeu uma ligação. Era seu chefe do shopping.
– Por que não veio trabalhar? Podia pelo menos ter avisado ao invés de deixar milhares de crianças te esperando. Tive de providenciar um substituto e se não vier amanhã contratarei ele e você será despedido sem nenhuma remuneração.
– Desculpe, senhor Ramos. Tive problemas pessoais, mas amanhã trabalharei normalmente.
– Não interessa o que aconteceu ou deixou de acontecer. Você devia ter ligado. O que está em jogo é o nome do meu shopping!
Escutou o baque nervoso do telefone do outro lado da linha. O som do bip o irritou.
Não, ele não queria trabalhar mais. As lágrimas pareciam ter levado consigo todas as suas energias. Mas era preciso trabalhar. Viver para trabalhar. Trabalhar para morrer.

Chega um dos dias mais esperados do ano. O shopping continua com sua movimentação frenética e natalina. As pessoas parecem ser as mesmas, as lojas com os mesmo enfeites e cestas. Mesmas crianças, mesmos pedidos, mesmas expressões. Francisco não se encaixa no ambiente festivo do local. Tenta ao máximo minimizar sua tristeza para não transparecer para as crianças. Talvez, algum dia o desejo de todas as crianças se torne realidade, mas o dele jamais se concretizaria. Queria Madalena de volta para si.

Por volta das nove e meia da noite, ele nota uma garotinha chorar e espernear perto de dois adultos. Eles tentam acalmá-la agachando-se e balbuciando algo para ela, mas parece não adiantar. Ela avista Francisco e corre em sua direção para sentar-se em seu colo. Ao correr os poucos metros, a garota arfa de cansaço e soluça pelo choro engolido. Seu rosto está estampado pelo medo e ansiedade.
– Qual é o pedido minha pequena? Perguntou calmamente o Papai Noel.
Apesar de estar acomodada, a garota arregalou os olhos e começou a berrar aos prantos. Os adultos que a acompanhavam vieram em seu encontro tentando acalmá-la. Passado alguns minutos a garota ficou mais calma. O bom velhinho perguntou novamente:
– E agora está mais calma? Qual é o seu pedido minha querida?
Com lágrimas em volta dos olhos e com o tom de voz desesperado, a menina se agarrou na roupa do Papai Noel e disse:
– Quero minha vovó Maria Madalena Papai Noel! Hoje ela foi morar com o papai do céu e talvez ela não volta nunca mais, por favor, traga ela de volta! Bradou a pequena garota.

Ana Madalena. Maria Madalena.
Madalena.
Em poucos segundos após o pedido da garota, ninguém do shopping entendeu porque o Papai Noel saiu correndo aos berros no meio daquela vasta multidão. A reação das pessoas foi de alegria, pensando que se tratava de um teatro escandaloso. Algumas riram, outras olhavam com certo medo.
Muitos mudaram de reação quando ele se aproximou da mureta do segundo andar onde se encontrava. Obedecendo a lei da gravidade, um corpo foi puxado para o solo do primeiro andar do shopping com uma rapidez tremenda.
Berros de desespero ecoavam sobre o local. Curiosos se aproximavam do falso ator e outros tão idiotas tiravam fotos. Havia também os choros infantis no meio daquele barulho constante.
Humanos. Tão inocentes.

No caderno de Maria Vitória, ao lado de um desenho pouco nítido havia a caligrafia infantil que escrevia:

“(…)a vovó foi morar com o papai do céu mas eu amo muito ela ainda.
e o papai noel não quis trazer ela de volta, ele saiu correndo de mim (…)”

O Natal que marcou sua vida.
A morte de sua avó;
Seu pedido clamando pela volta da mesma;
E a imagem do Papai Noel fugindo de suas mãos ainda era visível.

O entrelaçamento dos destinos é algo incrível.
Quanto aos pedidos,

Às vezes é melhor tomar cuidado com eles.

 

 

 

Pequeno contato com o mundo

18 dez

Pessoas com pressa e aquele calor quase sufocante. O sinal verde, carros buzinando e mais pessoas apressadas atravessando as movimentadas ruas. Na praça, bancos ocupados. Pessoas fumando, comendo, bebendo, conversando e até mesmo dormindo.

No meio de toda essa movimentação, surgem aqueles olhos levemente arregalados. Um verde intenso, profundo e claro. O fascínio era o que os descrevia. Fiquei encantado. Demonstrava espanto ou curiosidade. Na verdade não sei. Gostaria de saber o que pensava. Olhava tudo em sua volta sem fixar os olhos em nada. Estava descobrindo o mundo talvez. Começava a se encantar com as cores, formatos e expressões à sua volta. Dentro de si, o mundo era fantástico e imprevisível. Em breve, começaria a ter uma vontade inabalável de sentir as coisas como elas realmente são. Necessitaria tocá-las e julgá-las.

É uma pena que daqui alguns anos, esteja como nós. Aquela vontade de descobrir o mundo e seus mistérios, logo desaparecerá. Se encantar com os fatos em sua volta, não passarão de meros acasos. O mundo se tornará algo evidente e totalmente previsível.

De repente, seus olhos encontraram os meus. Apoiada no colo da mãe e olhando sobre o ombro da mesma, abre um pequeno sorriso simpático. Acho que nunca tinha visto um estranho como eu.

Bebês são seres extraordinários e imprevisíveis. Apenas enquanto são inofensivos, é claro.

 

 

 

Igualmente desigual a você

12 dez

Seres humanos. Colocamos tudo em ordem, separamos as coisas em gavetas. O que é ruim e desprezível pode ser jogado fora. Às vezes a dignidade, o caráter e a liberdade de algumas pessoas são jogadas no lixo também. O por que disso? Por se tratarem de anormais, loucos, doentes e pecadores. Homossexuais.

As pessoas pregam tanto pelo amor e respeito ao próximo. Então porque não permitem o amor entre duas pessoas do mesmo sexo? Amor homossexual muitas vezes pode ser mais sincero do que alguns romances heterossexuais. Se o Deus que você acredita condena esse tipo de romance, me desculpe, mas ele não é bondoso e digno de reconhecimento como muitos dizem. Pessoas que vivem pregando o amor ao próximo, mas não admite relacionamentos homossexuais ou casos semelhantes, é hipócrita. Sem noção também.

É natural do ser humano querer julgar os outros. Nascemos e somos criados assim. Tudo o que é certo pra sociedade, tem de ser o mesmo pra você. Se você foge disso, está louco. Ou quase. Então você é obrigado a sugar toda aquela informação alienada para si e tornar-se mais um no meio da vasta multidão.

Sim, me incomodo ao ver um casal homossexual aos amassos próximos a mim. Um casal heterossexual também me incomoda, assim como os cachorros da rua ou aquelas tartarugas no zoológico. Horrível e frustrante.

Admirador da Grécia antiga? Há indícios de que Alexandre, O Grande (ironia haha) mantinha relações sexuais com outros homens. Aliás, naquela época era uma honra começa a vida sexual com seu tutor.

Admirador do Ultra Romantismo representado principalmente por Álvares de Azevedo? Lord Byron que o inspirou fortemente era mulherengo, porém também há indícios de que ele mantinha relações com outros homens.

Criador de Monalisa, Da Vinci também é suspeito. Caio Fernando Abreu, ótimo escritor também é homossexual. Cazuza, Cássia Eller não é preciso comentar.

E então? O que seria da história se essas e outras pessoas não tivessem existido? Há quem diga que deve haver um extermínio dos homossexuais, assim como negros e deficientes. Ignorância é o que não falta no mundo. Se você quiser, é só sair por aí que você adquire um pouco.

Sim, conheço “veados” e “sapatonas”. Amizade normal. Pessoas normais. A convivência é melhor, pelo menos não há contato com ignorantes do mundo por aí.

E se você julga antes de conhecer, pare de ser ignorante e conheça primeiro.

Sério.

 

 

 

Selo de Qualidade

10 dez

 

Fiquei me achando quando o @gutostresser me avisou pelo twitter que tinha me indicado no blog dele pelo Selo de Qualidade. Aliás, o blog dele é um dos melhores que já vi, o Aprazível Irreprochidez. Vale muito a pena conferir o seu conteúdo. Garoto com futuro promissor, sério.

Segundo a corrente, devo indicar 10 blogs e citar 10 características minhas. Citar suas próprias características sempre é um desafio, é horrível você tentar perceber suas qualidades. Todo mundo sempre nota os próprios defeitos. Enfim,

Vi vários blogs bons, mas o como são apenas 10 então lá vai:

1 – http://normaledoavesso.wordpress.com/ por Letícia Luz (liroulee haha)

2 – http://guilherme-r.blogspot.com/ por Guilherme Rodriguez

3 – http://nqbc.blogspot.com/ por Felipe Cruz

4 – http://daanizete.blogspot.com/ por Daniella Jennings

5 – http://tocadateka.blogspot.com/ por Teka Lindoso

6 – http://gabipuppe.blogspot.com/ por Gabriele Santos

7 – http://the-bottom-of-the-grave.blogspot.com/ por André Guerra, Pedro Dantas e Hitto

8 – http://devaneiosdetravesseiro.blogspot.com/ por Mayara Marques

9 – http://myhalfwords.blogspot.com/ por Natália

10 – http://www.equantoaotempo.blogspot.com/ por Anthony R.

Minhas 10 características:

1 – Gosto de ler e escrever;

2 – Filosofia e História são as matérias que eu mais gosto;

3 – Minha lerdeza irrita a maioria das pessoas;

4 – Gosto de fazer novas amizades;

5 – Descendente de japonês. Kenji é meu nome e não apelido;

6 – Não gosto de calor, multidão, suor, cálculos e fórmulas

7 – Jostein Gaarder é o meu escritor favorito;

8 – Prestarei letras e filosofia nas faculdades, só falta passar;

9 – Eu tenho MUITO medo de sapo. É meio que uma fobia ):

10 – Vestia-me com freqüência com roupa preta, agora comecei a mudar um pouco HAHA